Frame Colectivo

 

Partilhamos aqui o projecto Pátio Ambulante com mais detalhe para exemplificar o trabalho que desenvolvemos como colectivo.
 
O Pátio Ambulante surge como projecto de arquitectura de intervenção para a construção colectiva de espaços comunitários.
Frame Colectivo
Em 2013, a Trienal de Arquitetura de Lisboa distribuiu 10 Bolsas Crisis Buster para envolver um grupo diversificado num movimento de combate à crise através de soluções sociais e cívicas a longo prazo. O Pátio Ambulante ganhou com uma proposta de intervenção no Pátio de São João, abrindo o espaço com um programa cultural participativo. O projecto piloto de 2013 culminou com a atribuição de um Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Lisboa para a implementação do Pátio Ambulante até 2017.

O Pátio

Uma tipologia lisboeta

O conceito de "pátio" serviu inicialmente de referência cultural, arquitectónica e tipológica para explorar a utilização partilhada de espaços abertos privados e semi-privados. Foi assim traçado o projecto piloto em que o pátio privado de São João, na colina de Santana, foi temporariamente transformado para abrir as suas portas com um programa cultural criado de forma participativa com a população vizinha.
Durante quatro dias recebemos mais de 400 pessoas de todas as idades e dos mais variados extractos sociais que festejaram as artes, o seu bairro e a sua escola entre concertos de jazz, reggae e música clássica. Houve também workshops de costura, conserto de eletrodomésticos e cerâmica para crianças e adultos.
Colaboramos com artistas de várias áreas para desenvolver estratégias de intervenção replicáveis no espaço público.
Este foi o laboratório para criar o que viria a ser reproduzido noutros espaços da cidade, tornando-se uma intervenção ambulante. Licenciámos mais de quinze espaços públicos para ocupação temporária com programação criada em parceria com iniciativas locais. Procurámos assim um movimento colectivo de aprendizagem sobre Lisboa e colaborações para a reapropriação da cidade.

Mobilidade e Proximidade

Uma carrinha de bombeiros como escritório performativo, gelataria e plataforma de arte urbana


Pela sua topografia e património construído, Lisboa oferece muitos espaços públicos únicos como miradouros e largos que propomos explorar. Usamos uma carrinha de bombeiros antiga para levar a programação a estes espaços tornando-os acolhedores e desvinculados do consumo obrigatório através de mobiliário urbano. Criam-se assim momentos para jogar, sentar, reunir, pintar ou descansar pela cidade. A carrinha permite que o projeto mantenha um alto grau de mobilidade assim como um certo nível de autofinanciamento através de uma gelataria para sócios que alberga no seu interior.
A carrinha de bombeiros cria um ponto de encontro em qualquer espaço da cidade.

Estrutura Comunicação

Suporte para comunicar as funções desempenhadas nos diferentes projectos.

Módulos móveis

Móveis urbanos construídos com madeira reciclada da estrutura original da carrinha.

Nova função

Transformação da carrinha de bombeiros numa plataforma de apoio e gelataria.

Ferramentas Participativas

Como se criam espaços comunitários?

Desde 2014, o Pátio Ambulante desenha, constrói e negoceia estratégias para intervenções e ocupações urbanas experimentais. Procura também simplificar os processos burocráticos envolvidos no acesso ao espaço público e explora as dinâmicas colectivas em espaços privados. Desenvolveram-se assim impulsos que introduzem a arquitectura e a arte como ferramentas participativas de criação de espaço e coesão social.
Atelier de azulejos translúcidos no Pátio de Dom Fradique
Promoção do projecto Estúdio Maria Curraleira
As intervenções exploram continuamente o acesso que temos ao espaço público e a forma de o ocuparmos diariamente.
Reunião de moradores da Vila Cândida