Frame Colectivo

 WHAT WILL REMAIN?
 
  Quinta, 4 Abril 2019
  no Wozen Studio



DIREITO À CIDADE
Quinta, 6 Dezembro 2018
no edifício CUBO da FA-UL



EXPERIMENTATION AND DISSIDENCE
PHILOSOPHY AND THE ARTS

Quinta, 11 Outubro 2018
no CCB - Colecção Berardo


PERSPECTIVAS FEMINISTAS 
SOBRE AS PRÁTICAS ESPACIAIS

Festival Feminista de Lisboa
Sábado, 24 Março 2018
no BUS - Paragem Cultural


VISITA PÓS-COLONIAL
por Gabriela Salazar 
com alunos do mestrado de Curadoria
de Arte Contemporânea do Royal College of Art 


Quinta, 22 Março 2018
no centro histórico de Lisboa



PLANO DE PORMENOR DO GINJAL
CONVERSA ABERTA


Sábado, 20 Janeiro 2018
em Cacilhas, Almada

ARQUITECTAS: MODO(S) DE (R)EXISTIR
Sessão II - Do Projecto e da Obra

Quarta, 18 Outubro 2017
no Jardim de Inverno do São Luiz




vídeo aqui





PROJETAR A CIDADE COM A COMUNIDADE
CONGRESSO INTERNACIONAL

Curtas Metragens

Quinta, 8 Junho 2017
na Casa dos Amigos do Minho


LABORATÓRIO DE ARQUITECTURA DO IN SITU 7
SESSÃO DE ABERTURA

Segunda, 3 Julho 2017
no Arsenal do Alfeite

AZZELIJ - OFICINA «AZULEJOS TRANSLÚCIDOS»
Sábado, 27 Maio 2017
no largo Mouzinho de Albuquerque, Ovar

PECHA KUCHA NIGHT LISBON

Sábado, 25 Fevereiro 2017
no Lusitano Clube


vídeo aqui



TALKS CRITICAL CITIES
Conversa CXXXII

Quarta, 5 Outubro 2016 
no Pólo Cultural Gaivotas



ATALAIA ARTES PERFORMATIVAS | OPEN SAP LAB
Encontro entre SAP Lab e artistas convidados em residência

1-2 Outubro 2016
em Ourique


ARTE E POLÍTICA RELOADED? O DIREITO À CIDADE
Encontro internacional de activistas, artistas e académicos


5-8 Junho 2016
em vários espaços





Manifesto Frame 
O FRAME Colectivo dedica-se à arquitectura de intervenção e actua no contexto cultural, arquitectónico e urbanístico da cidade de Lisboa. O colectivo é autor da iniciativa Pátio Ambulante que incorpora e concretiza este manifesto. Pretendemos instrumentaliza-lo de forma a diversificar a exploração de uma metodologia de arquitectura de intervenção como processo de relações e micropolíticas urbanas em constante transformação e redefinição.

Desde 2013, o colectivo dedicou-se ao estudo, mapeamento alternativo e tipológico dos pátios e vilas operárias de Lisboa do séc. XIX como referência base para o projecto piloto Pátio Ambulante. Este teve início durante a Trienal de Arquitectura de Lisboa e, após vencer um Orçamento participativo de Lisboa, encontrou continuidade na colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa.
Este FRAME é o resumo e a essência da cidade que herdamos e que temos como intuito reabitar através de uma reapropriação crítica.
Para esclarecer o nome e o conceito FRAME, temos que descrever brevemente as experiências que uniram o primeiro núcleo do colectivo. Estas surgiram em Berlim, à volta de pesquisas tipológicas no âmbito da produção arquitectónica industrial do séc. XIX, sob a perspectiva da teoria de J. N. Durant para o desenvolvimento de estratégias de reabilitação deste património. Durante este trabalho, desenvolveu-se uma reinterpretação, ou mesmo reapropriação, do conceito do Rahmen em alemão, ou frame em inglês, que pretende ser o enquadramento estruturante ou moldura que facilita o desenvolvimento de um espaço flexível e capaz de responder às mais extremas variações. Este FRAME é o resumo e a essência da cidade que herdamos e que temos como intuito reabitar através de uma reapropriação crítica.


A metodologia Frame


Estrutura de acção:
1. Improvisação e Performance
2. Pesquisa e mapeamento, identificação de interesses e actores
3. Delineamento de uma estratégia urbana
4. Intervenção


O espaço urbano e a prática arquitectónica são abordados na sua complexidade e múltiplas camadas, como um jogo intricado e sempre em mutação e evolução, que cresce com a inclusão dos interesses de todos os colaboradores, sem deixar de parte o frame, como conjunto de regras e objetivos que guiam as acções do colectivo. O FRAME desenvolvido promove espaços de criatividade, jogo e brincadeira. É uma visão de intervenções vivas que pretendem questionar a institucionalização de espaços públicos urbanos e ao mesmo tempo actuar dentro desta, expandindo a experiência do acesso de cada um.

Resumindo, a metodologia FRAME caracteriza-se pela preferência da acção experimental como catalisador para o desenvolvimento de projectos contextualizados. A vivência pessoal do local de implementação é imperativa, assim como a colaboração com instituições e associações presentes na área.


O colectivo FRAME explora de forma interdisciplinar:


A construção de uma narrativa própria no espaço de implementação, funcional e pertinente à sociedade e às comunidades envolvidas.A renovação das cidades europeias tem levantado questões sobre a identidade de cada cidade e o risco de descaracterização. A renovação urbana acontece com uma pressão económica sem precedentes na história da Europa. A arquitectura contemporânea tem possibilidades técnicas extremamente avançadas, porém ainda não exploradas devido a regulações inflexíveis e mutiladoras, que limitam a prática quase na totalidade. A cidade construída passa a ser um conjunto pré-definido, um não-lugar com falta de identidade e o arquitecto apenas quem assina o termo de responsabilidade obrigatório.
A renovação das cidades europeias tem levantado questões sobre a identidade de cada cidade.
A participação na renegociação constante do espaço público.
Na sua complexidade, o espaço público é o local onde se manifestam as nossas necessidades, criamos e cultivamos redes sociais e recriamos a nossa cultura. Um espaço público não fica parado, desenvolvendo- se sempre a favor ou contra os seus utilizadores actuais. Nas últimas décadas, a participação dos cidadãos verificou um aumento significativo, funcionando como forma de acção política e permitindo a identificação e manifestação de preocupações, necessidades e valores dos cidadãos. Estas acções decisivas servem como canais para negociar esses interesses.
A criação de novos contextos e FRAMEs geradores de espaços de reinterpretação e reapropriação, onde cada acção se entende como consequência da anterior e geradora da seguinte.


Interessam-nos duas formas de interagir e criar redes de colaboradores. Por um lado, a participação cidadã como forma de manifestação de interesse num projecto público já planeado. Por outro lado, a participação directa na criação de um projecto para ocupação de espaço, propondo novas utilizações para estes espaços e formas de usufruir dos mesmos.


A fomentação da transversalidade na prática.


A cada passo, pretendemos rejeitar a disciplina elitista e isolada, de forma a criar uma plataforma aberta, aceitando o processo como experiência alteradora e contínua. Estando em movimento constante, as inter- venções FRAME são ideias e pensamentos colectivos e interdisciplinares que surgem e evoluem, no jogo entre frames, com eles criando uma cidade mais interactiva, mais crítica e mais saudável.